segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A ética da etiqueta

A etiqueta é um código capaz de introduzir pessoas à grupos sociais proporcionando sensação de pertencimento ou de consideração com o outro.

Foi criada pela sociedade francesa no século XV (quinze) como uma forma de educar a sociedade recém saída da era medieval, onde após uma refeição era comum palitar os dentes com facas usadas para matar animais e inimigos (pasmem!).

A étiquette era providenciada pelo rei e enviada a seus convidados em momentos de festas, reuniões e encontros sociais, contendo regras de comportamento, bom senso e cordialidade inspirando civilidade, cuidado e respeito ao próximo.

Antes de mais nada, vamos eliminar o pré-conceito com a palavra ETIQUETA, pois ao longo dos anos vem sendo adicionada ao grupo dos superficiais e cheios de frescura. A essência da palavra etiqueta vem de éti – queta: pequena ética. Ou seja, não há nada de superficial, muito menos cheio de frescura em agir de maneira ética, não é mesmo?

O assunto anda em alta pela mídia, afinal vivemos o momento em que o mundo virtual deu coragem e liberdade em demasia fazendo pessoas passarem por cima das outras, dizerem o que pensam, traírem, sem serem vistas, pensando estarem escondidas e protegidas atrás da tela do computador.
Essa situação digna da contemporaneidade faz com que uma pessoa que age de maneira ética é valorizada pela sociedade pois todos sabem que preza e respeita o outro.

A etiqueta é fácil de ser aplicada ao cotidiano, em nossa série de postagens você verá que muitas das dicas que daremos aqui, provavelmente já fazem parte de seu dia dia. As que ainda não fazem, certamente serão absorvidas.

Para começar, vamos pensar no dia de hoje. Você expressou cortesias como: obrigado (a), desculpe, com licença, por favor, bom dia...?

São expressões básicas que fazem abrir caminhos começando pelo porteiro, faxineira, funcionários, colegas de trabalho, manobristas, transeuntes, TODAS as pessoas merecem receber cortesias. Mais do que se mostrar educado, é um exemplo de civilidade.

Quem chega cumprimenta primeiro, é grosseiro não responder a um cumprimento.
Encontrou o vizinho no elevador, cumprimente, saiu, diga até logo. Cruzou com um conhecido na rua, cumprimente mesmo que acenando com a cabeça.

Sua faxineira, funcionário ou qualquer pessoa que lhe presta um serviço, mesmo que diário, diga obrigada (o) todos os dias (homens dizem obrigado e mulheres obrigada).

Saiu irritado de casa e acabou trombando com alguém na rua, desculpe-se imediatamente, ninguém é obrigado a adivinhar e muito menos compreender o porque da agressividade.

O corpo fala, por isso, sorriso como forma de cumprimento deve ser sincero e agradável, se parecer falso, criará um clima desconfortável transmitindo a mensagem oposta, desagrado!

Assim como o sorriso, o aperto de mão também deve ser agradável, caso contrário causa dor. Nunca sacuda os braços durante o aperto de mão, também não deixe a mão mole ou aperte com a pontinha dos dedos transmitindo insegurança.

Numa reunião, por exemplo, só se estende a mão a todos apenas se o número de pessoas for pequeno, caso contrário, cumprimente a distancia de forma geral e amistosa. Para esta situação, estenda a mão apenas as pessoas próximas a seu assento.

Cumprimentar com beijo é um hábito cultural brasileiro, em outro país pode significar invasão de espaço, grosseria e até assédio sexual. Ao cumprimentar estrangeiros, melhor aguardar iniciativa deles.

No Brasil, a troca de beijos sugere que se toque levemente no braço do outro como uma forma de acolhida, por isso nunca opte por esse cumprimento em encontros profissionais, reuniões com clientes, com o chefe, funcionários.

O beijo faz com que os corpos se aproximem invadindo a barreira da intimidade, por isso deve se tomar cuidado com este tipo de cumprimento nessas situações.



possivelmente, a mais poderosa ferramenta de ascensão profissional é a habilidade de se relacionar”. (Ana Cristina ACOSTA, 2001)

A educação não é um artigo que possa ser comprado. É um hábito que se adquire, no dia-a-dia, com prática e a observação; portanto, está ao alcance de todos”. (Ana Cristina ACOSTA, 2001)





Fontes: - ACOSTA, Ana Cristina Maia de Araújo. A Importância da Etiqueta Social nas Relações de Trabalho. Universidade do Sagrado Coração – USC, Bauru - SP
- RIBEIRO, Celia. Etiqueta Século XXI. Porto Alegre, L&PM, 2008.
- MATARAZZO, Claudia. Negócios negócios etiqueta faz parte. São Paulo, Melhoramentos, 2008.
-
KALIL, Glória. Chiquerrimo. São Paulo, Ediouro, 2008

Fotos: Site O Globo - www.oglobo.com
ClipArt - http://www.1clipart.com/
aprendizdeideias.blogspot.com

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